Comentário à acção Concepção de Blogues Institucionais e Colaborativos

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O que nos levou a participar nesta acção de formação foi o facto de termos considerado o programa bastante sugestivo e este ter despertado a nossa curiosidade acerca do que seriam as bibliotecas 2.0.
A forma dinâmica como foi conduzida a apresentação, foi um convite à participação que desde logo envolveu todos os formandos, incentivando a escrever e a comentar posts.
De toda a experiência transmitida e partilhada, retivemos ideias da importância desta ferramenta no domínio das bibliotecas e ciências da informação, não esquecendo o quanto é importante na construção de blogues a ideia que lhes prevalece “Start small and keep it simple”.

Maria José Silva Pereira | técnica superior principal de BD | Universidade de Coimbra | Biblioteca Joanina | formanda da acção de formação

Comentário à acção de formação Concepção de blogues

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Partimos para esta acção de formação com expectativas elevadas… o assunto está na ordem do dia e convém “apanhar o comboio”. As expectativas não saíram goradas.

A apresentação, cuidada e entusiasta, mobilizou os formandos para a apreensão de conhecimentos, levantou velhas e novas questões e tornou-se uma mais-valia para todos os intervenientes.

Os blogues institucionais em Portugal continuam a sua caminhada, iniciada nos finais da década passada, cada vez mais em passos largos, e cabe aos profissionais na área BAD&LIS implementá-los como ferramenta útil de trabalho no dia-a-dia das bibliotecas.

Até breve,

Sandra Lima | formanda acção de formação “Concepção de Blogues institucionais e colaborativos”
Técnica Profissional de BD da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra | Finalista do curso Ciência da Informação Arquivística e Biblioteconómica da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

Vídeo acção Concepção de blogues institucionais e colaborativos

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Realizador  Pedro Príncipe

Vídeo da acção Concepção de blogues institucionais e colaborativos

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realizador Pedro Príncipe

Acção de formação “Concepção de blogues institucionais e colaborativos”

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formador: Pedro Príncipe

24 Novembro 2008

Acção Formação Concepção de Blogues institucionais e colaborativos

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Convite para participação

5 e 6 de Junho
nas instalações BAD Norte – Arquivo Distrital do Porto
Formador Pedro Príncipe
(Biblioteca do Instituto Superior
Universidade de Aveiro)

Obrigatório inscrição| pagamento

Programa

Objectivos
1. Enquadrar os blogs institucionais e colaborativos em contexto organizacional e na caracterização dos meios on-line de comunicação institucional.
2. Aplicar metodologias de gestão de projectos web à concepção de blogs institucionais e colaborativos.
3. Analisar casos práticos de blogs institucionais e colaborativos no domínio das bibliotecas e Ciências da Informação, identificando pontos fortes e fracos em matéria de marketing, comunicação e informação.
4. Compreender a necessidade de definição de princípios orientadores de politica editorial e de metodologias de edição e gestão de colaborações.
5. Conceber projectos de blogs institucionais e colaborativos como instrumentos na construção da biblioteca 2.0.

Público alvo | Profissionais das bibliotecas, informação, documentação e comunicação.

Bloguing em Portugal

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Olívia Pestana | Hospital Pedro Hispano | Colaboradora do blogue

Dizemos, frequentemente, que sabemos o que se pode encontrar nos blogues: notícias da actualidade, recomendações técnicas, agendas de eventos, artigos, fotografias, filmes, desabafos, suspiros, paixões, emoções, ilusões, desilusões… Mas, na realidade, quantos sabemos o que são os blogues e de que modo é que os utilizamos?

O OberCom, Observatório da Comunicação, no recentíssimo Flash Report de Março de 2008, publicou os resultados do estudo Bloguers e Blogosfera.pt. Este estudo foi realizado com base em resultados do questionário “A sociedade em rede em Portugal 2006″, o qual se inseriu num estudo com o mesmo nome e contou com a coordenação do professor e investigador Gustavo Cardoso (CIES-ISCTE). Para este trabalho foi utilizada uma amostra representativa da população portuguesa, de 2000 indivíduos, com 8 ou mais anos de idade e residentes em Portugal continental, e o trabalho de campo foi realizado durante o 2º trimestre de 2006.

O estudo do OberCom concluiu que apenas um quinto da população portuguesa sabe o que é um blogue e que, dos internautas, apenas metade revelou conhecer a blogosfera. Destes não chega a um quarto o nº de internautas que afirma navegar habitualmente na blogosfera e apenas um sétimo indicou que construiu e mantém um blogue.

Na apresentação dos resultados relativamente aos conhecedores de blogues, o estudo citado diferencia os que se limitam a navegar na blogosfera (consumidores) dos que também produzem blogues (produtores). Embora ambos apontem a procura de informação sobre determinado assunto como o principal motivo que os leva a consultar os blogues, os consumidores também procuram saber mais sobre um assunto da actualidade noticiosa. Os produtores também mencionam este motivo, mas em percentagem muito mais reduzida do que a do principal motivo.

O tema que mais se destaca dentro dos blogues consultados ou produzidos é o do ‘entretenimento’. O segundo tema mais procurado é o da ‘vida pessoal de um círculo de pessoas restrito’, sendo, no entanto, de salientar que esta segunda escolha se encontra percentualmente muito abaixo da primeira.

É interessante verificar que o tema ‘cultura e comunicação’ é produzido apenas por autores com mais de 25 anos de idade e que o tema ‘saúde’ é produzido exclusivamente por mulheres universitárias com idades até 25 anos. Os ‘temas polémicos da actualidade noticiosa’, a ‘política’ e os ‘assuntos profissionais’ são criados exclusivamente por homens. Outro aspecto curioso é o de que os bloguers produtores são muito mais jovens do que os bloguers consumidores, havendo, também, uma acentuada diferença entre os sexos: os do sexo masculino encontram-se em franca maioria. Os bloguers produtores encontram-se, então, entre os 8 e os 17 anos de idade, sendo uma parte muito significativa de estudantes do ensino secundário. Os consumidores, por seu lado, não apresentam uma diferença tão acentuada no género e são ligeiramente mais velhos do que os produtores: o grupo mais elevado encontra-se entre os 18 e os 24 anos de idade. Relativamente à escolaridade, os consumidores são, igualmente, detentores de formação ao nível do ensino secundário, mas já se encontram activos, ou seja, já estão empregados.

Quanto à produção de blogues, a esmagadora maioria dos produtores mantém um único blogue, sendo actualizados maioritariamente uma vez por semana. Curiosamente, os produtores afirmam-se mais frequentes na consulta de outros blogues do que na actualização dos seus próprios.

Consensual parece ser a ideia de que os blogues constituem uma fonte complementar de informação com a vantagem de não se regerem pela agenda dos mass media. No entanto, é elevada a percentagem de produtores e consumidores que costumam cruzar as informações recolhidas com outras fontes de informação como a televisão e a Internet em geral.

Procurámos, neste pequeno texto, dar uma ideia dos resultados apresentados pelo OberCom relativamente ao seu estudo. No entanto, sugerimos uma leitura integral do relatório mencionado para um conhecimento mais aprofundado da realidade portuguesa relativamente à blogosfera.

Antes de finalizar, importa, ainda, referir que o trabalho do OberCom teve como investigadora Rita Cheta e como coordenadores científicos Gustavo Cardoso e Rita Espanha.

O blogue como meio de comunicação entre a associação e os associados

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Susana Martins | Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG) do Instituto Politécnico do Porto | Colaboradora do blogue

Começo este breve texto com a indicação do significado de várias palavras que moveram a actual Delegação Regional da BAD Norte a estenderem as mãos aos seus associados usando um meio muito em voga nos dias de hoje.

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa On-line:

Associação – “acto de associar-se; reunião de pessoas e de esforços para um fim comum; pessoa colectiva sem fins lucrativos; sociedade; comunidade; agrupamento de animais ou plantas diferentes, mas adaptadas ao mesmo meio; união; conexão; liga”.

Não tenho dúvidas que para a BAD Norte, a expressão associação pretende significar “reunião de pessoas e de esforços para um fim comum.”

Comunicação – “acto, efeito ou meio de comunicar; participação; aviso; informação; convivência; trato; lugar de passagem de um ponto para outro; comunhão (de bens); atribuição mútua das propriedades da natureza divina à natureza humana de Cristo.”

Já comunicação encerra várias intenções que embora distintas, são muito próximas e complementares. Encararia a comunicação neste contexto como o acto, efeito ou meio de comunicar; participação; aviso; informação; convivência; trato.

Blogue – segundo o Matisse Glossary of Internet Terms “a blog is basically a journal that is available on the web. The activity of updating a blog is “blogging” and someone who keeps a blog is a “blogger.” Blogs are typically updated daily using software that allows people with little or no technical background to update and maintain the blog. Postings on a blog are almost always arranged in chronological order with the most recent additions featured most prominently. It is common for blogs to be available as RSS feeds.”.

Este foi o meio de comunicação que a BAD Norte escolheu para alcançar os seus associados.

Mas… o que é comunicação? Para Fiske “A comunicação é uma daquelas actividades humanas que todos reconhecem, mas que poucos sabem definir satisfatoriamente. Comunicação é falarmos uns com os outros, é a televisão, é divulgar informação, é o nosso penteado, é a crítica literária”.

É certo que toda a comunicação envolve signos e códigos, sendo que os primeiros são construções significantes enquanto que os últimos são os sistemas nos quais os signos se organizam, determinando a forma como se relacionam uns com os outros.

Fiske (1998 ) identifica ainda duas escolas principais no estudo da comunicação. A primeira encara a comunicação como transmissão de mensagens logo, estuda a maneira como os intervenientes no processo comunicacional se relacionam, como codificam e descodificam as mensagens, e como são usados os canais de comunicação. Prende-se com a exactidão e eficácia da comunicação e estuda o modo como a comunicação influencia o comportamento dos intervenientes. Para o autor esta é uma escola processual, pois centra o seu estudo no processo da comunicação.

A segunda escola vê a “comunicação como uma produção e troca de significados”, estudando o modo como as mensagens e os textos interagem com as pessoas, i.e., o papel da mensagem na nossa cultura. Encara os “mal-entendidos” não como um fracasso da comunicação, mas antes a consequência da existência de diferenças culturais entre os intervenientes no processo comunicacional. Usa como principal método de estudo a semiótica (a ciência dos signos e dos significados).

Se a escola processual tende a aproximar-se da psicologia e da sociologia, debruçando-se no acto comunicacional em si, a segunda escola inclina-se para a linguística, centrando-se nos trabalhos da comunicação.

Para Russell (2001) a “comunicação é essencial à natureza e prática de actividades de Ciência. O facto de o número de publicações (de várias índoles) se utilize como indicador do crescimento científico, estabelece a produção de publicações do processo de investigação como medida válida para a sua actividade. Os cientistas não só comunicam os resultados aos seus colegas através dos artigos publicados, de preprints (impressões preliminares) electrónicos mas também se apoiam no conhecimento de trabalhos publicados anteriormente de modo a formularem propostas e metodologias de investigação. O intercâmbio de opiniões e de dados com os colegas é parte essencial da fase experimental. Portanto, a comunicação está presente em todas as etapas do processo de investigação”.

A comunicação é condição essencial para o ser humano e, como vimos anteriormente, ela é parte integrante não apenas de processos puramente sociais, mas tem um igual enquadramento nas actividades de índole científico-técnica. Mais

O Blogue como eixo interactivo dos Web-sites Institucionais

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António Manuel Andrade | Universidade Católica Portuguesa | Colaborador do blogue

Tecnologias Sociais

O equilíbrio entre a produção e o consumo da informação é um dos factores que podem caracterizar o tradicional conceito de aldeia e o actual de aldeia global sobre o qual se tem escrito e falado, nem sempre nesta óptica, mas numa outra, menos fiável e baseado no acesso global generalizado às notícias e à informação. A Internet, melhor do que qualquer outra tecnologia (Telefone, TV, Fotocopiadora, …), veio permitir a globalização no acesso às fontes do saber e a partilha, ou a simples publicação de informação. Numa primeira fase a produção de informação estava apenas reservada a quem tivesse conhecimentos técnicos, com alguma sofisticação, e acesso a servidores para alojamento de conteúdos. Numa segunda fase, com o aparecimento do conceito de Web 2.0, a difusão de informação ficou acessível a qualquer cidadão com acesso à Internet.

Meios como os Blogues, RSS, Wikis, plataformas de redes sociais e software open source perspectivam uma mudança de paradigma na comunicação e nos seus impactos sobre os sujeitos e as Instituições. Clarifica-se progressivamente a influência e o enquadramento global dos impactos das tecnologias da informação e da comunicação no plano do sujeito e da sociedade (Miller, Michalski, & Stevens, 2000).

As Unidades Económicas (com ou sem fins lucrativos) numa primeira fase apenas vocacionadas a usarem as tecnologias da informação condicionada por uma arquitectura interna dirigida ao controlo da sua actividade e ao apoio à tomada de decisão, rapidamente adoptam uma estratégia de ligação dos seus sistemas de informação aos parceiros, à administração pública, aos clientes e ao meio em geral.

Neste contexto, os blogues fazem parte de uma estratégia de comunicação, eventualmente participada, que é fundamental. A política de utilização destes meios pode estar vocacionada para o interior da empresa, numa perspectiva que fomente a gestão do conhecimento, ou para o exterior da mesma ao serviço de estratégias comunicacionais mais complexas.

Hoje estamos em presença de consumidores (de serviços, ou produtos) mais diversificados e exigentes. Nas palavras e nos conceitos defendidos por Don Tapscott e de Anthony D. Williams (Tapscott & Williams, 2007) as unidades económicas actuam perante os prosumidores (são consumidores e simultaneamente produtores – veja-se, por exemplo, os Robots da Lego). É imperioso seguir os interesses dos consumidores pelos múltiplos canais que hoje reduzem o tempo e flexibilizam o espaço.

Tipologia dos blogues

Os Blogues, em que Blog resulta de weblog, isto é um estilo de diário na Web em que o blogger selecciona apontadores para outras páginas que considera, para o efeito, relevantes. O conteúdo fortemente apoiado em texto, pode incluir imagem fixa e em movimento, assim como som. Apresenta os conteúdos por ordem cronológica inversa (Mridula Dwivedi & Venkatesh, 2007).

Podemos identificar os seguintes cinco tipos de blogues nascido no seio Institucional (Lee, Hwang, & Lee, 2006):

  • Colaborador. Animado por um colaborador da instituição e alojado em sites comerciais, ou patrocinados pela própria empresa nos seus servidores como no caso da SUN Microsystems).
  • Grupo. Blogue colaborativo, normalmente focado num tema técnico da especialidade do grupo que o cria e desenvolve.
  • Executivo. Pensado para comunicar com todas as partes interessadas na Instituição (Stakeholders), como no caso de um clube com os seus sócios, adeptos e demais seguidores.
  • Promocional. Essencialmente destinado a promover produtos e eventos da instituição.
  • Newsletter Blog. Trata-se de uma newsletter em formato blogue que veicula as posições oficiais da Instituição como, por exemplo, a Google Blogue, ou a Red Hat Magazine.

Blogue e Comunicação Participada

A adopção de tecnologias deve seguir um modelo que envolva múltiplas áreas do saber das quais são indispensáveis os Sistemas de Informação e o Comportamento Organizacional no sentido de lhes conferir enquadramento sistémico e de desenvolver sentimentos de segurança na rede de utilizadores, destinatários e motores da inovação como nos dão conta, entre outros, Z. Hussain, A. Taylor and D. Flynn, citados por Lippert e Davis (Lippert & Davis, 2006).

As unidades económicas adoptam, tipicamente, uma de duas estratégias de adopção dos blogues:

  • Estratégia Top Down – Com alto controlo, forte liderança e com base numa estratégia de divulgação e de promoção.
  • Estratégia Bottom Up – Favorecendo a participação, adequada ao desenvolvimento de produto e aos serviços de apoio ao cliente.

Impactos Inevitáveis

A facilidade de publicação de conteúdos potenciada pela Web social (2.0), tecnologia de que os blogues fazem parte, permite que colaboradores das Instituições, ou o público em geral, eventualmente prejudiquem a notoriedade da marca. Por este facto desenvolvem-se aplicações informáticas que seguem a rede (blogues, chats, fóruns) à procura de informação que revele a percepção percebida pelos consumidores relativa à qualidade global (pesquise, por exemplo, a plataforma Artemis Buzz).

A adopção deste meio de comunicação interactivo obriga a uma estratégia que contemple uma visão sistémica (por isso integrada) dos sistemas de informação e da sua arquitectura lógica e física. Ainda clara percepção do funcionamento da comunicação mediada por computador e capacidade de gestão do conhecimento explícito.

A exploração deste meio no âmbito das Bibliotecas é notório facilitando a colaboração, a inovação dos serviços e a divulgação de actividades, promovendo o fácil feedback e a participação daqueles que podem gerar conhecimento útil.

Referências

Lee, S., Hwang, T., & Lee, H.-H. (2006). Corporate blogging strategies of the Fortune 500 companies. Management Decision, 44(3), 316-334.

Lippert, S. K., & Davis, M. ( 2006). A conceptual model integrating trust into planned change activities to enhance technology adoption behavior

Journal of Information Science 2006(32), 434-448.

Miller, R., Michalski, W., & Stevens, B. (2000). Promessas e Riscos das Tecnologias do Século XXI in As Tecnologias do Século XXI – Ameaças e Desafios de um Futuro Dinâmico. Lisboa: OECD – GEPE.

Mridula Dwivedi, T. P. S., & Venkatesh, U. (2007). Social software practices on the internet

Implications for the hotel industry. International Journal of Contemporary Hospitality Management Decision, 19(No. 5), 415-426.

Tapscott, D., & Williams, A. D. (2007). Wikinomics: QUIDNOVI.

Caminhada dos bloguistas bad

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