Teresa Lima | Arquivo Municipal de Gondomar

Chegados aqui, não há surpresa. Um blog, claro. Há blogs pessoais, blogs profissionais, blogs de alunos, blogs de amigos, blogs de viagens, de impressões, blogs científicos, blogs de “opinion makers”. Porque não um blog de associados ou de profissionais das ciências da informação? Enfim e especificando, dos arquivistas bibliotecários, documentalistas. Um blog nosso. Mais um? Para quê e para quem?

Fenómeno recente e massivo, o mundo dos weblogs deixou muita gente atónita, curiosa, entusiasta e….à toa. Heresia não é, mas quase. Esfumam-se direitos de autor (Creative Commons está mais na moda) e ainda ninguém sabe muito bem o que fazer a tanta informação produzida, a tamanha profusão de objectivos e métodos. Porque no blog cabe tudo e tudo pode caber no blog. Que classificações são possíveis, como organizar o que é essencial? Que desafio tamanho se impõe ao profissional da informação? Loucura e caos. E teorias, formas de amassar, domesticar, tomar o pulso à torrente informativa.

Bom. Estabeleçamos que o blog é um veículo prático e eficaz, que nos põe a todos a conversar sobre assuntos comuns. Ponto final. Acertemos na ideia de que a ferramenta em si não ameaça nenhum dos nossos sagrados princípios profissionais. Apenas torna comum e difunde o que até aqui estava circunscrito. O que não é pouco. Não é ilusória esta noção do universal? Não estaremos, isso sim, a estabelecer nichos sucessivamente mais específicos e mais formatados? Dentro desses nichos não seremos segmentos em vez de vasos comunicantes? Segmentos globalizados, é certo. Adiante.

Restam as verdades inabaláveis: em vez da conversa no café ou dos desabafos nos intervalos de seminários, o blog oferece-nos uma discussão permanente e à distância. Vamos ao blog porque temos dúvidas, vamos ao blog porque queremos actualizar informação, vamos ao blog numa pausa no trabalho diário, para cimentarmos ideias e receber fôlegos de energia.

O blog, será, assim, uma espécie de antena, que nos sintoniza na realidade das nossas profissões. Que evita a formação de ilhas. Que nos abre perspectivas de experiências profissionais diversas. Qualquer coisa como: sim, eu estou aqui e faço assim. E você?

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