António Andrade | Faculdade Economia e Gestão | Universidade Católica Portuguesa | Colaborador do blogue

As Unidades Económicas, com ou sem fins lucrativos, usaram a Internet, primeiro para desenvolver o eixo da Informação ao desenvolverem sobretudo Websites com informação sobre produtos e serviços. Depois veio, para casos específicos, o eixo da Transacção ao privilegiar a vertente do e-business. Finalmente, a percepção de que os “clientes” geravam conhecimento útil, só recentemente está a ser percebida pela maioria que se apressa a desenvolver o eixo da Interacção.
As tecnologias da Web 2.0 (Blogs, Wikis, RSS, etc.) permitem o equilíbrio entre o consumo e a produção da informação. Nasce assim a Web social materializada em aplicações de Gestão de redes sociais focadas nos mais diversos objectivos (Hi5, Facebook, MySpace, etc.). Claro que os utilizadores destas tecnologias são sobretudo mais jovens, com acesso por banda larga, fazem compras online, são estudantes, professores ou profissionais liberais.
Deste modo as tecnologias Web 2.0 podem, servindo estratégias da gestão de topo, ser incorporadas nos Websites Institucionais pela via do Blog (fotoblogue, videoblogue e podcasters), Fórum, Wiki, ou servir de base a aplicações específicas (widgets) e a mini-sites que permitam promover a marca, produzir valor para os participantes, facilitar o marketing viral e promover o design do produto e do serviço. Noutra perspectiva poderá ser útil à Unidade Económica estar presente nas redes sociais, percebendo o que se diz aí da marca e perspectivando como se ligam os consumidores entre si através de mecanismos de gráficos sociais.
A evolução, na perspectiva de Gary Hayes, patente na imagem seguinte, é que a vertente social será para intensificar e sofisticar.

A Moda, como disse Yves Saint Laurent, passa, mas o estilo permanece!
Isto é, a Moda Web 2.0 pode passar, mas o estilo da colaboração, da partilha, dos prosumidores é para ficar!

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