1 de Outubro | 17h30

Salão Nobre da Reitoria da UMinho | Largo do Paço

à memória da Dra. Maria da Assunção Vasconcelos

Cerimónia pública presidida pelo Sr. Reitor, onde vai ser assinado o auto de doação do Arquivo da Casa do Avelar ao Arquivo Distrital de Braga, Unidade Cultural da Universidade do Minho.

O Sr. Vasco Jácome de Vasconcelos, titular da Casa do Avelar (Rua de S. Geraldo, Braga) entendeu doar o arquivo da sua família (Jácome de Vasconcelos), ao Arquivo Distrital de Braga, em homenagem à sua filha, Dra. Maria da Assunção Jácome de Vasconcelos Chaves, antiga directora daquele Arquivo, falecida em 9 de Setembro de 2006. O referido acervo é constituído por um importante conjunto de documentos produzidos entre os séculos XV e XX, distribuídos pelos domínios patrimonial, genealógico e pessoal, que permitem reconstituir a história de uma das mais antigas e de “conhecida nobreza” famílias de Braga, que habita a Casa do Avelar há quase 500 anos, onde aquele arquivo se conservou até hoje, sem dispersão ou desmembramento.

No decorrer da sessão vai ser apresentado pelo Prof. Doutor José Viriato Capela, presidente do Conselho Cultural da UM, o volume 41 da revista “Forum” dedicado à memória da Dra. Maria da Assunção Vasconcelos, que inclui textos de 12 historiadores e investigadores, expressamente escritos com aquela finalidade.

Será ainda lançado o livro O arquivo e a cidade: páginas da história bracarense; uma edição do Arquivo Distrital de Braga, organizada por Henrique Barreto Nunes. Trata-se de um volume de 300 páginas, que reúne 22 estudos da autoria da antiga directora do ADB, incluindo ainda uma nota biobibliográfica. A edição foi apoiada pelo grupo Select Videor.

Nota biográfica – Dra. Maria da Assunção Jácome de Vasconcelos

A Dra. Maria da Assunção Jácome de Vasconcelos nasceu em 1950 na Casa do Carmo, em Guimarães, tendo falecido subitamente em Braga, em Setembro de 2006.
Era licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, sendo diplomada com o Curso de Bibliotecária-Arquivista da Faculdade de Letras de Coimbra.
Começou a trabalhar no Arquivo Distrital de Braga em 1977, pelo qual passou a ser responsável a partir de 1984, após a aposentação do Dr. Egídio Xavier Guimarães. Em 2000, após concurso público, foi nomeada directora de serviços daquela Unidade Cultural da UM, cargo que ocupava quando ocorreu o seu infausto desaparecimento.
Desde que assumiu a responsabilidade do seu funcionamento empenhou-se na modernização daquele que é considerado o 2º mais importante arquivo do país, quer nos aspectos organizacionais, quer no tratamento documental, quer na sua abertura efectiva à comunidade e cooperação com os arquivos municipais do distrito.
A publicação de imprescindíveis instrumentos de pesquisa, a adesão entusiástica às novas tecnologias, a animação cultural e a actividade editorial mereceram-lhe sempre uma especial atenção e carinho.
Integrou o Conselho Cultural da UM desde a sua criação, colaborando assiduamente na revista “Forum”.
Soube criar e incentivar um dedicado quadro de pessoal e procurou sempre o apoio de especialistas em diversas áreas, o que motivou o reconhecimento público da importância do ADB em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente junto dos investigadores de temas históricos.

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