Antes de mais nada, quero agradecer o convite para escrever umas linhas sobre a minha apreciação da formação “Second Life para Profissionais da Informação e Documentação”, realizada na passada Quinta e Sexta-feira, na sede da BAD Norte.
Os formadores, o Bruno e o Miguel (ou o Miguel e o Bruno – 😉 -) tiveram a sabedoria de criar uma formação muito profissional, mas, ao mesmo tempo, também muito simpática.
A formação esteve dividida em quatro módulos, que progressivamente foi passando desde uma introdução aos mundos virtuais e concluindo na utilidade da Second Life no âmbito bibliotecário.
Ao mesmo tempo, disponibilizaram bastante tempo a esclarecerem as nossas dúvidas, mas também criaram um óptimo ambiente na partilha de conhecimento entre os assistentes.
Foi também excelente encontrar entre os participantes, profissionais de educação e história com grandes conhecimentos do Second Life e com iniciativas pioneiras.
Foram dois dias muito interessantes, pela troca de ideias e pelo extraordinário convívio entre todos.
Felicito o Miguel e Bruno pela elaboração desta formação, que foi uma iniciativa de grande mais-valia para o nosso colectivo.

Assisti igualmente, atónita, à constante ocupação e preocupação da Luísa Alvim por deixar “em tempo real” um resumo no blogue do que estávamos a ver e ouvir. Acho que fez um excelente trabalho também à comunidade. Parabéns.
Como podem consultar o muito bem elaborado resumo, nos anteriores posts, gostaria de concluir o meu humilde contributo com duas apreciações:

– Muito se tem falado da Second Life. Mas, porventura, o seu nome não é o seu melhor “cartão de visita”. O que é o Second Life? Um mundo virtual? Um espaço para vivermos uma Segunda Vida?

Há tempos encontrei um artigo fabuloso sobre esta questão na revista Inovar-te (que sempre a achei uma óptima revista, e, que como bem diz o seu nome, muito inovadora). Num artigo sobre a Second Life falavam desta questão e consideravam que esta terminologia poderia levar a conclusões e conceitos redutores.
Independentemente da questão de First Lifes, Second Lifes ou Third Lifes, o Second Life é, antes de mais nada, uma excelente ferramenta, com grandes capacidades e potencialidades, para serem desenvolvidos projectos de riquíssimo valor cultural, científico, etc. Daí o meu destaque, no título do post, deste aspecto: “NEW LIFES, NEW TOOLS”.
Projectos de e-learning, workshops, conferências, exposições, etc. têm espaço e possibilidade de concretização nesta plataforma, pelo que, o seu conhecimento e utilização traz novas possibilidades de conhecimento.
No referido artigo apresentavam a sugestão de usar o conceito de plataforma, de plataforma útil, e de plataforma com grandes capacidades e potencialidades quando nos referimos ao Second Life. É um conceito complementar, que deverá ser divulgado também junto ao conceito “life”, que, para já é o mais divulgado. Esta sugestão era no intuito, se mal não entendi, de facilitar o descobrimento das suas potencialidades.

– Em segundo lugar e para concluir as minhas apreciações, entendo que o Second Life (e projectos similares) estará a abrir uma nova classificação no campo dos “mundos virtuais”.

Esta ferramenta tem interligações e interacções bem identificadas com o “mundo real”. Vejamos: esta plataforma permite e-learning, permite a requisição de documentos bem reais e oficiais nalguma embaixada presente na Second Life (como é o caso da embaixada sueca, salvo erro), permite, também, transacções económicas com o mundo real, etc.
Por estes motivos (e provavelmente mais algum) poderia ser oportuno considerar o Second Life num outro conceito e numa outra semântica ligeiramente diferente à utilizada pela comunidade internacional até agora. Se calhar poder-se-ia considerar, não já o conceito “mundo virtual”, mas antes o conceito “mundo virteal”… VIRTEAL de VIRTUAL + REAL.

Que acham? Mandem comentários, s.f.f., para partilharmos estas questões entre todos, tanto os participantes como os participantes – via blogue- 😉 .

Mas independentemente destas questões conceptuais e semânticas, o mais importante é a concretização de projectos muito interessantes que estão a ser desenvolvidos tanto na nossa comunidade nacional como internacional. Ao nível nacional poderemos destacar o projecto desenvolvido pelos empenhadíssimos e muito competentes, Maria Barbas e o Jean Campiche -do Instituto Politécnico de Santarém Escola Superior de Educação-, com os que tivemos a enorme sorte de fraternizar e de que fossem participantes da formação. Podem consultar melhor este projecto no post que a Doutora Maria colocou no blogue sobre esta formação, não o percam, s.f.f., pois é um projecto interessantíssimo.
Ao nível nacional, a realização de outros projectos em curso, como a realização do workshop realizado sobre o Second Life em 2007 pela Universidade de Aveiro, etc., é o que verdadeiramente conta. Estas excelentes concretizações vêm complementar e contribuir a todo um riquíssimo leque que podemos encontrar na Second Life.
Gostaria de salientar também o rico contributo da Filipa Torres, do Porto, que foi uma das participantes também com elevados conhecimentos da plataforma e que os partilhou com a maior das simpatias. Também foi bom conhecer os participantes Fernando Maia e Jorge Afonso, de Espinho, que mostraram grande interesse em conhecer este ambiente.
Penso que deu para ver que esta acção foi muito interessante, pelo que deixo aqui os meus parabéns à BAD Norte pela sua organização, também à Luísa Alvim pela sua activíssima presença e aos formadores, o Bruno Duarte Eiras e o Miguel Correia, pelo seu profissionalismo e cordialidade.

Um abraço para todos,

Teresa Saiz | formanda da acção de fomação “Second Life para Profissionais da Informação e Documentação

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