Museu Nogueira da Silva | Av. Central Braga

6ª feira  | 13 de Março | 21.30h

Em Janeiro de 1995 a Biblioteca Pública de Braga promoveu a realização do primeiro debate público em Portugal sobre a arte rupestre do Côa, com a participação de António Martinho Baptista, José Meireles e Francisco Sande Lemos e com elevada afluência de público e em especial de arqueólogos de Braga, Porto, etc.
No decorrer dos anos, diversas foram as ocasiões em que o tema esteve em destaque em sessões promovidas pela BPB, sendo de recordar p. ex. a apresentação em 1999 do livro de AM Baptista “No tempo sem tempo”, uma primeira síntese explicativa da arte do Côa.

No próximo dia 13 de Março será lançado em Braga um novo e mais aprofundado estudo sobre o tema, também da autoria de A.M. Baptista intitulado O paradigma perdido: o Vale do Côa e a arte paleolítica de ar livre em Portugal.

António Martinho Baptista é licenciado em História pela Fac. de Letras da Universidade de Lisboa, sendo certamente o maior especialista português em arqueologia rupestre e pré-história da arte.
Depois de ter colaborado no Salvamento de Bracara Augusta, foi arqueólogo e Chefe de Divisão de Informação e Educação Ambiental do Parque Nacional da Peneda-Gerês (1979-1997), tendo sido durante esse período professor convidado da Universidade do Minho e dirigente da ASPA.
Com as descobertas do Côa e dada a sua reputação científica foi convidado para aí trabalhar, sendo o primeiro director do Centro Nacional de Arte Rupestre (1997/2007).
Actualmente é assessor principal do Parque Arqueológico do Vale do Côa, coordenando o estudo da arte daquele espaço e integrando a Comissão Instaladora do Museu do Côa.
É autor de dezenas de artigos e livros sobre as artes rupestres em território português, tendo dedicado especial atenção à arte rupestre minhota, como foi o caso dos estudos sobre a Bouça do Colado (Lindoso), o Santuário do Gião (Arcos de Valdevez), a estátua-menir de Ermida (Ponte da Barca) ou, noutro contexto, sobre as vias romanas do Parque da Peneda-Gerês.

Por iniciativa da Biblioteca Pública de Braga o livro “O paradigma perdido” (ed. Afrontamento/Parque Arqueológico do Vale do Côa) será apresentado pelo Doutor Francisco Sande Lemos, que, além de ter sido durante longos anos responsável pela Salvamento de Bracara Augusta, conhece profundamente a arqueologia transmontana, tendo sido um dos primeiros a revelar as descobertas do Côa.

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