Joaquim Figueira Mestre, nosso colega, partiu e é com profundo sentimento de perda que nos sentimos hoje.

Exercia as funções de Chefe da Divisão de Bibliotecas e Museus na Câmara Municipal de Beja e foi um dos grandes impulsionadores do novo conceito de biblioteca de leitura pública que surgiu em Beja no início dos anos ´90.

Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e pós-graduado em Ciências Documentais, o escritor foi galardoado no ano passado pela colectânea de contos «Breviário das Almas» (Oficina do Livro) com o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, instituído pela Câmara de Santiago do Cacém.
Autor de vários livros entre eles contos O Livro do Esquecimento (2000), dos romances A Cega da Casa do Boiro (2001), O Perfumista (2006), e Imperfeições do amor (2007). Director das revistas Rodapé e Pé de Página.

“A morte tem que estar tapada, pois só assim a podemos olhar, tapada com muita terra para a esquecermos e voltarmos a acreditar que ela não existe. É preciso esquecê-la, tapá-la com terra, pazadas de terra, ou então com a vida. Sim, a vida. A vida é que nos faz esquecer a morte.”

Joaquim Mestre
In “O Perfumista”

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